Vigilância Sanitária e o balanço positivo das ações no Carnaval 2026
Saúde - Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026

Nos dias que antecederam o Carnaval 2026, a Vigilância Sanitária de Botucatu iniciou uma força-tarefa para garantir a segurança e a saúde dos foliões durante a maior festa popular da cidade, realizada entre 14 e 17 de fevereiro na Avenida do Fórum. Em conformidade com o Governo Estadual, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) coordenou ações com as vigilâncias municipais para intensificar a fiscalização em estabelecimentos e comércios ambulantes.
O foco principal da operação foi combater a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade e garantir o cumprimento da legislação que proíbe o fumo em ambientes fechados de uso coletivo, conforme a Leis Municipais e Estaduais.
Combate ao consumo de álcool por menores
Durante os quatro dias de folia, equipes da Vigilância Sanitária percorreram a praça de alimentação, bares e outros pontos estratégicos ao redor do palco principal. Os agentes atuaram de forma ostensiva e educativa, verificando a documentação de adolescentes e abordando vendedores para assegurar o cumprimento da Lei Estadual nº 14.592/2011, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.
Em barracas e ambulantes, a fiscalização checava a procedência das bebidas, alertando sobre os riscos de produtos adulterados (como a contaminação por metanol, que já havia causado uma onda de preocupação em 2025). Além disso, os agentes orientavam os comerciantes a solicitar identificação com foto em caso de dúvida sobre a idade do comprador.
A abordagem preventiva buscou equilibrar a diversão típica do carnaval com a proteção de crianças e adolescentes, evitando que os mais jovens tivessem acesso ao álcool em um ambiente de festa familiar e popular.
Fiscalização da lei antifumo em ambientes fechados
Outro pilar da operação foi o cumprimento da legislação antifumo, que proíbe o tabagismo em locais fechados, incluindo áreas cobertas da praça de alimentação, banheiros químicos em área fechada e estruturas temporárias com cobertura lateral. A lei municipal, que atualizou a legislação de 2002, determina que não existem mais "fumódromos" em estabelecimentos como restaurantes e lanchonetes, deixando os infratores sujeitos a multas.
Durante o evento, os fiscais estiveram atentos ao cumprimento da norma em espaços com grande circulação de pessoas. Em barracas de alimentação e tendas fechadas, os agentes orientaram os responsáveis a afixar cartazes informativos sobre a proibição e a intervir caso alguém acendesse um cigarro próximo ao local. A ação foi bem recebida pela maioria dos foliões, que buscavam um ambiente livre de fumaça para aproveitar as apresentações do Carnaval.
Balanço e resultados da operação
Ao final dos quatro dias de festa, a Vigilância Sanitária conseguiu realizar dezenas de abordagens educativas. Não houve registro de interdições graves ou incidentes relacionados à venda de álcool para menores, reflexo do trabalho de conscientização realizado junto aos comerciantes.
Em relação à lei antifumo, os agentes registraram um alto índice de conformidade, com poucas advertências necessárias, concentradas principalmente em pequenos grupos que tentavam fumar em áreas parcialmente cobertas.
A população aprovou a iniciativa. Pais e responsáveis que levaram seus filhos para aproveitar os brinquedos gratuitos e a festa da espuma sentiram-se mais seguros com a presença da fiscalização. Com esse trabalho conjunto da Vigilância em parceria com a Guarda Civil Municipal e com os outros órgãos de segurança, Botucatu consolidou um carnaval que uniu tradição, diversão e, sem dúvidas, responsabilidade social!
